“Sou um pintor com inclinação para a paisagem urbana, para a cidade. Gosto da cidade em que moro, São Paulo, a maior cidade da América do Sul. Mas não sou um pintor realista ou naturalista. Amo a cidade filtrada através da memória, através de sinais e grafismos quase infantis, existindo nesse espaço ambíguo do sonho e da memória.
Os locais representados são geralmente identificados nos nomes das pinturas após o fato, e de maneira bem subjetiva. Realmente não espero que as pessoas vejam nelas as mesmas coisas que eu. Mas os títulos dos quadros acrescentam à sua poesia.
Guio-me pelo Ut Pictura Poesis; não o “na poesia como na pintura”, mas sim o “na pintura como na poesia”. Como na poesia, acho que o que não pode ser expresso através de conceitos, por meio do estrito discurso verbal é muito mais importante do que aquilo que pode. Arte é o que escapa pelas frestas.
Acredito que as pausas são sempre mais importantes do que as notas, mas que aquelas só existem por causa destas; e que, da mesma forma, o acidente, o chamado ruído, de alguma forma rompe a casca de nossa criação meticulosamente controlada, abrindo-a para as infinitas possibilidades da criação em si, e que esta é a razão de ser de uma obra.
Considero que uma pintura está terminada quando ela atinge seu equilíbrio formal de uma maneira informal; quando ela é expressiva e ao mesmo tempo tão medida e balanceada como algo feito por Poussin; quando a tensão entre caos e harmonia se resolve em drama.”
Mauricio Piza
Paisagens imaginárias de São Paulo filtradas pela memória e pelo sonho: pinturas realizadas nos três anos anteriores à exposição.
PontoArt Galeria
Rua Inácio Pereira da Rocha, 246 – Vila Madalena, São Paulo
Abertura na quinta-feira, 12 de setembro de 2013, às 18h30; exposição de 13 a 28 de setembro de 2013. Conversa com o artista no sábado, 21 de setembro.
Na imprensa: nota no jornal Grupo1, edição de 20 a 26 de setembro de 2013, p. 13.
Obras expostas
- Casa do Bandeirante, 2003, OST, 90 x 129 cm
- Rios Tietê e Pinheiros, 2003, OST, 100 x 73 cm
- Pico do Jaraguá, 2003, OST, 90 x 120 cm
- Rio Pinheiros, 2003, OST, 80 x 90 cm
- Noturno, 2004, OST, 70 x 90 cm
- Ponte Sobre o Tietê, 2005, OST, 40 x 30 cm
- Torre do Relógio, 2005, OST, 80 x 100 cm
- Lembranças Estranhas, 2005, OST, 59 x 80 cm
- Sem Título 3, 2005, OST, 59,5 x 80 cm
- Lapa, 2005, OST, 80 x 100 cm
- Ibirapuera, 2008, OSM, 142 x 45 cm
- Ponte das Bandeiras, 2008, OST, 70 x 90 cm
- Jockey Club, 2004, OST, 60 x 50 cm
- Centro, 2011, OST, 40 x 30 cm
- Berrini, 2011, OST
- Centro, 2011, OST, 50 x 70 cm
- Berrini, 2007, OST
- Obelisco do Ibirapuera, 2007, OST, 80 x 100 cm
- São Vito e a Mó, 2012, OST, 70 x 90 cm
- A Rua, 2012, OSM, 20 x 119,5 cm
- Liberdade, 2011, OST, 59,5 x 49,5 cm
- Rio Pinheiros, 2011, OST, 60 x 80 cm
- Nove de Julho, 2011, OST, 150 x 79,5 cm
- Praça da República, 2011, OST, 40 x 65 cm
- Bela Vista, 2011, OST, 40 x 65 cm
- Ponte Estaiada, 2011, OSM, 74,5 x 100 cm
- Avenida Prestes Maia, 2012, OST, 150 x 113 cm
- Berrini, 2011, OST, 80 x 60 cm
- Anhangabaú, 2012, OST, 100 x 80 cm
- Viaduto do Chá, 2012, OST, 90 x 70 cm
- São Vito e a Mó, 2012, OST, 60 x 80 cm
- Sumaré, 2012, OST, 60 x 80 cm
- Paisagem da Janela, 2012, OST, 100 x 81 cm
- São Vito e a Mó, 2012, OST
- Anhangabaú, 2012, OST, 150 x 112 cm
