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Workshop em Hanôver – 2016

Durante 15 dias, de 24 de Junho a 9 de Julho, participei do ArsTerra Internationaler Zeichen – Workshop 2016, junto com 5 outros artistas de vários lugares do mundo.

A ideia é bem interessante. Seis artistas isolados trabalhando com desenho no mesmo espaço, convivendo e conversando, trocando experiências, técnicas, materiais, e contatos. Estabelecendo conexões. Isso em meio as tarefas cotidianas de organizar o uso do espaço, fazer café e chá, e mesmo escolher a trilha sonora do local de trabalho. Stephansstift é uma antiga escola profissionalizante do século XIX convertida em um hotel para convenções. O workshop acontece dentro da antiga padaria do lugar, onde agora funciona o estúdio de Gunnar Klenke, que nos recebeu com extrema cordialidade e bom humor.

Depois de nos acomodarmos nos quartos e antes mesmo de começarmos a trabalhar, Gunnar nos entregou uma bicicleta para cada um, a qual virou nosso principal meio de transporte pela cidade plana.

No geral a experiência foi bem monástica, coisa que pode soar árida demais para alguns, mas que parece ser a ideia que artistas plásticos fazem do paraíso. Sim. Acordar, tomar café, desenhar, parar para o almoço, desenhar, parar para jantar, voltar a desenhar, alguns chegando até meia-noite, uma hora da manhã. Depois dormir, acordar cedo no dia seguinte e começar tudo de novo.

De quando em quando, encaixar uma visita aos museus de Hanôver, ao Sprengler Museum, ao Landesmuseum, às exposições, fazer visitas aos prédios históricos e à cidade próxima de Hildesheim com a sua igreja de São Miguel e sua catedral com magníficas portas e batistério de bronze, românicos.

A concentração resultante é extremamente produtiva e favorece a experimentação. Como os desenhos estão desconectados daqueles que são realizados para a produção individual, você pode se dar ao luxo de fazer coisas que não faria em condições normais e ver até aonde aquilo tudo pode te levar. Em pouco tempo um dos artistas falou enquanto caminhávamos pela cidade, que precisava voltar para casa, se referindo ao estúdio, para terminar um desenho mais enroscado. Produzi 45 desenhos, o que está de bom tamanho, mesmo com todas as paradas e passeios regulamentares.

Atrás de Stephansstift se abre uma grande floresta de mais de 600 anos, o Eilenriede, orgulho dos habitantes da cidade, composta de carvalhos, faias e tílias, cortada por trilhas que percorríamos nas bicicletas, por vezes parando em um biergarten, uma cervejaria ao ar livre no meio do bosque, para espairecer.

Fomos também entrevistados em uma rádio local por Reinhard Weber e realizamos uma exposição coletiva final na galeria Rode und Lafer.

Agradeço o apoio e a excelente acolhida por parte do pessoal do ArsTerra e ao apoio da Delta Containers que viabilizou a minha presença no evento.

Seguem aqui algumas fotos do workshop e dos artistas.

E aqui os desenhos que realizei durante o workshop.

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